Universidade Fumec apresenta a mais nova safra de estilistas que concluíram o curso de desing de moda: exposição, ensaio fotográfico,instalação cênica, editorial e desfiles.
A 12ª edição do Fumec Forma Moda entrega ao mercado novos profissionais prontos para o desafio de vencer num meio competitivo e cada vez mais selecionado. Só os bons sobrevivem. Com mais de 40 trabalhos de graduação, vale destacar a exposição Caleidoscópio sem órbita , de Cristina Rocha, inspirada na escadaria do Convento de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, obra do artista chileno, radicado no Brasil, Jorge Selarón. Ela utilizou patchwork como forma de construção. São 14 peças avulsas que, encaixadas, criam roupas-mosaicos.
E os desfiles de Marianna Valente, Caroleta Maurício, Tatyane Mary, Lucas Dinóeh, Elaine Cristina Mariano, Priscilla Maia e Luiza Silva Sá Motta. Mas todos podem se sentir orgulhosos pelo primeiro passo.
As minicoleções dos 23 formandos, com 10 looks cada, mergulharam em universos bem distintos: obras arquitetônicas, literárias, plásticas, personagens marcantes e movimentos artísticos e sociais: "Comemoramos o crescimento do interesse dos alunos pelos temas que se desdobram sobre o desing social, o desing de território e o desing de superfície, em experimentações que vão além do emprego tradicional dos suportes texteis, nosso material por excelência dentro da moda", destaca a coordenadora do curso, professora Gabriela Torres.
Marianna Valente, com a coleção Pelas linhas do déco, apresentou looks clássicos, minimalistas e sofisticados. Modelagem limpa e de bom gosto em uma alfaiataria descontruída, com toque de androginia e do guarda-roupa masculino. A Sinhá Olympia, personagem popular de Ouro Preto, foi interpretada por Tatyane Mary ao transformar modelagens em mais de uma opção de uso. Priscilla Maia traduziu as vestimentas tradicionais da Tailândia, com destaque para a fishetman pants, que prima pelo conforto e liberdade. Elaine Cristina Mariano, tomando como referência os Jardins de Versalhes, fez peças trabalhadas com recortes, formas volumosas, transparências e texturas que ressaltaram a sensualidade. Caroleta Maurício , com couro, linho, veludo e técnicas como o quilting e o patchwork, criou looks em cima do lendário personagem fora de lei Billy the Kid e a cultura western norte-americana bem divertidas. Com shapes cheios de volume e excessos, Luiza Silva de Sá Motta partiu dos patos Carolino e Mandarim para explorar formas, colorido e estampa ao criar seus modelos.
VAN GOGH Vale destacar Lucas Dinoéh com a coleção La fin du Vicent inspirada na vida e obra do pintor holandês Vicent van Gogh. Em parceria com o hospital psiquiátrico Galba Veloso, ele desenvolveu com os internos uma oficina de pintura e estamparia dos chapéus holandeses. Além do papel social, preocupou-se também com a sustentabilidade. Os looks foram feitos de tecidos misto, alguns tratados e modificados, fios de poliéster e trabalho de estamparia, devorê, colorimentria e aplicação de silicone. E inspirado nas pinceladas do pintor Lucas desenvolveu a serigrafia. Não faltou criatividade e ousadia. Enfim, é mais uma safra com bons valores, que o mercado precisa estar atento para convocá-lo ao trabalho.

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